quarta-feira, 15 de abril de 2009

O porquê do tempo??


Tempo; quanto tempo tens para mim?
-Eu, tempo, para ti não tenho...
-E porquê, ó Tempo?
-Porque sou o Tempo sem qualquer tempo...


Será que nunca vos aconteceu?

Quantas vezes parei

e me perguntei?

O porquê de sofrer?

O porquê de te perder?

O porquê de me sentir triste?

O porquê de lutar por ti?

Aos poucos todas as respostas me são dadas pelo tempo...


O porquê de sofrer é aprender!

O porquê de te perder é que nunca te ganhei!

O porquê de me sentir triste é por não te ter!

O porquê de lutar por ti...

é por te amar!!


Mas quero sempre aprender mais,

tirar as minhas dúvidas!

e é nas respostas do tempo que eu descubro

Que o amor e a tristeza caminham lado a lado,

Mas o tempo pode apagar e transformar tudo!

Mesmo que tu não me ames, eu sempre te amarei!

Mesmo que nuca me beijes, eu te beijarei...

Mesmo que a noite chegue, o sol volta!

Mesmo que eu tenha dúvidas o tempo responde...


Diz-se que o tempo cura tudo, mas porque será que este nos dá as respostas que tanto aguardamos?

O que é o tempo afinal?


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se ficarmos dentro de uma sala branca vazia, sem mobília nenhuma, sem portas ou janelas, sem relógio, começamos a perder a noção do tempo.
Em poucos dias, a nossa mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do nosso corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Então, quando tempo suficiente tiver passado, perdemos completamente a noção das horas, dos dias ou anos...
Isso acontece porque a nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objectos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Se alguém tirar estes sinais sensoriais da nossa vida, simplesmente perderemos a noção da passagem do tempo.


Todos nós sentimos que parece que por vezes o tempo acelera ou pára.

Quantas vezes nos questionamos que o tempo parece que está a passar mais depressa? ou então quando queremos muito que chegue determinada hora e parece que o tempo custa mais a passar.

Acontece a todos nós...


Em suma, o tempo tem muita importância nas nossas vidas...

Temos as respostas do tempo,

a desorientação sensorial quando se perde a noção deste,

e a estagnação ou o acelaramento que por vezes acontece no nosso sub-consciente...


É difícil escolher em quê usar o pouco tempo que sempre temos, e acabamod por não escolher quase nunca; ele próprio escolhe por nós, gerando cada vez mais fontes de pressão e stress originadas nas coisas não cumpridas ou inacabadas.
Que parâmetros usa para isso? As contas para pagar, as exigências dos seres amados, a necessidade, ou…?
Não temos a certeza de que realmente somos nós que escolhemos onde colocar o nosso tempo?
Dizem que o medo é um dragão que guarda uma porta, e que temos de matá-lo para abrir a porta e ver o que há lá dentro; e assim vivemos “matando dragões”, para que eles não nos usem como seu alimento.
Pensando nisso, acho que o tempo é um monstro que nos devora dia a dia, enquanto nos envolvemos nas batalhas com os dragões que nos assaltam a todo momento.
E continuaremos sem encontrar esta multifacetada palavra (tempo) a não ser que realmente sejamos nós a escolher “O Sempre e não o Tempo”.






quarta-feira, 1 de abril de 2009

A idade dos porquês!


Por volta dos três e quatro anos de idade cada criança desperta para a curiosidade de entender como e porquê que as coisas acontecem.
Isso ocorre devido à construção da própria identidade, que acontece na infância, quando a criança passa a descobrir-se, a ter noção do próprio “Eu”, da importância de sua existência, das coisas que consegue fazer, que vê ou que ouve.
A partir dessa descoberta, passa a perceber os factos ao seu redor, dando maior ênfase a como tudo acontece, ou seja, os porquês referentes a esses. Muitas vezes as crianças questionam-nos repetidamente e emendam um porquê atrás do outro.
É importante que as pessoas em contacto directo com a mesma devem ter paciência e respeito quanto às curiosidades desta, ajudando-a a esclarecer as suas dúvidas.
Essa curiosidade, a busca da compreensão do mundo é que a levará a fazer novas descobertas, ajudando à sua percepção para o aprender.
Se a criança é tolhida pelo adulto, no momento em que faz perguntas, poderá perder o interesse, a vontade de descobrir coisas novas, ficando paralisada no seu processo de aprendizagem por medo ou insegurança.
Uma boa forma de amenizar as perguntas é devolvê-las para que a própria criança tente explicar, ou utilizá-las em momentos que esta não queira obedecer. Quando diz que não quer comer a mãe poderá perguntar-lhe o porquê, se não quer tomar banho poderá também utilizar uma pergunta e, assim, mostrar que nem tudo pode acontecer da forma como ela deseja.
E à medida que for compreendendo o mundo que a cerca deixará de questionar sobre as coisas do quotidiano.


Será??


Penso que a idade dos porquês realmente existe quando somos crianças, e que com o decorrer do tempo tudo começa a fazer mais sentido, devido a contrução da nossa identidade, e esta fase dos "porquês" acalma...no entanto...acredito que durante toda a nossa existência, muitos "porquês" continuam presentes no nosso quotidiano.

Todos os dias nos questionamos sobre isto ou aquilo. É uma procura diária que jamais cessará!

A continuidade destes "porquês" levou-me a criar este blog, que espero ser do interesse de todos. Julgo não ser a unica pessoa com "porquês" na minha vida e gostava de os partilhar, procurando saber sempre mais.

Tudo começa quando somos crianças, é um facto, mas tudo tem também um ínicio, um meio e um fim...penso que os nossos "porquês" só se esgotam quando deixamos de existir, quando acaba a vida, pelo menos para nós que desaparecemos, para os que ficam, fica também uma vez mais a dúvida, e o "porquê" da partida!!
Rita Vieira